Desde que me entendo por gente escrevo. Na escrita me refugio, me salvo e transbordo. E foi desde cedo que o erotismo brotou nas minhas palavras, como um reflexo do que vejo e sinto. Acredito que escrever literatura erótica e feminista é um ato político e subversivo: por muito os homens escreveram nossa história, por muito tempo fomos reduzidas a objetos do desejo ou, no máximo, musa inspiradora. Seja como for, tanto no lugar de objeto como de musa, a mulher é colocada como aquela que inspira desejo e não como aquela que efetivamente deseja.

A sexualidade feminina foi insistentemente silenciada ao longo da história – e até hoje sofremos as consequências. Comecei a escrever literatura erótica justamente porque queria construir narrativas que colocassem a mulher no seu devido lugar: dona do seu corpo e protagonista dos seus desejos. Claro que meus escritos são pra todos, não apenas pra mulheres, estão todes convidades a partilhar dessa delícia! Mas seria injusto não citar a forte motivação de revolução por trás das minhas palavras, mesmo as mais doces e suculentas. Que seja a revolução do amor.

Vem aí: o primeiro romance escrito por Lua Menezes, aguarde!